Vestibular: o primeiro desafio na vida dos jovens

Nos próximos dias milhares de estudantes participarão de algum vestibular em diversas instituições pelo Brasil. Jovens, na sua maioria entre 16 e 18 anos, que terão uma difícil missão, decidir qual carreira seguir em sua vida.  Uma escolha que envolve diferentes fatores, como gosto por alguma área, seguir a carreira do pai ou da mãe, aquela que tenha melhor estabilidade financeira, e assim por diante.

Segundo a psicóloga e psicoterapeuta cognitivo comportamental, Mariana Machado, é importante o estudante estar tranquilo no momento de escolher qual curso pretende fazer o vestibular: “A maioria dos pais gostaria de ver os filhos bem colocados, então eles têm que perceber o seu comportamento e verificar se não estão implicando em uma cobrança maior do que o estudante consegue suportar”.

Para Mariana, essa escolha também influencia na vida de todos que estão envolta do vestibulando, momento em que a família e amigos devem ter clareza do que está acontecendo: “O estresse é algo que vai estar mais presente nesse período, então é preciso que todos tentem organizar suas vidas, pensando que é um momento tenso, mas, passageiro, e é preciso que outros fatores, como brigas com pais ou terminar um namoro, sejam evitados para não influenciar no resultado final”, explica à psicóloga, que salienta que o jovem também deve deixar claro para as pessoas que ele está passando por um momento de estresse.

É importante também, no momento de dúvida, fazer uma orientação profissional: “O estudante, chegando na orientação, ele consegue olhar vários pontos que estão envolvidos, então escolher uma profissão envolve ter clareza do que você quer ganhar, o retorno que quer do trabalho, que pode ser mais do que financeiro, pode ser um retorno da sabedoria”, explica Mariana.

Preparação vestibular

Superado o estresse que envolve a escolha do curso, é preciso se preparar para o dia da prova. Mais do que estudar, o aluno tem que estar bem psicologicamente para ter um bom desempenho durante a prova: “Perto do vestibular é recomendado que esse estudante não faça atividade que exija um esforço muito grande para que no dia da prova não esteja todo dolorido e cansado, procure uma alimentação mais saudável, mais light para esses dias”, lembra Mariana.vestibular

Outra dica importante é que o aluno tenha noção de como é a prova na instituição em que vai prestar o vestibular. Para isso a psicóloga orienta para que o candidato faça uma simulação das provas anteriores: “Esse processo pode ajudar no preparo da prova, isso por que o aluno vai ter uma ideia de quanto tempo leva para responder as questões, se vai estar preparado para aguentar até cinco horas de prova, por onde começar as questões, tudo para que chegue no dia menos ansioso”.

Dia da prova

Quanto ao dia do vestibular, a primeira coisa que se orienta é que esse estudante procure saber se essa prova é pela parte da manhã ou à tarde, quantas horas tem para realiza-la, conhecer o local em que será feito o concurso, para que não tenha nenhuma surpresa.

Outra questão importante e que o vestibulando precisa entender que é normal ficar nervoso e acontecer de dar o famoso branco. Segundo a psicóloga Mariana, existe um mecanismo que pode auxiliar nessa hora: “É importante que o estudante possa se dar um tempo, deu o branco então para tudo, leva chocolate, bala, pede para ir ao banheiro, tenta se acalma, faz uma respiração que relaxe, e aí sim retome a prova”.

Vida que segue

Apesar de ser uma das decisões mais importantes, a psicóloga Mariana lembra que o vestibular é algo passageiro: “Ele precisa entender que essa é uma transição em sua vida, onde ele vai escolher aquilo que achar o melhor para a sua vida, a sua carreira profissional”.

Mas a psicóloga salienta que toda decisão pode ser revertida. Ela diz que, caso o estudante esteja insatisfeito com sua profissão, ele tem condições de rever essa escolha: “Hoje o estudante pode começar uma faculdade e aquilo não lhe agradar e mais tarde terá mais maturidade para fazer nova escolha. Então ele vai trabalhar para conseguir bancar o seu estudo para poder fazer aquilo que lhe faça feliz”.

Alisson Cassol Dozza – Ass. Imprensa Clínica Neurovasc