Síndrome de Down não é doença

Neste dia 21, comemorasse o Dia Internacional da Síndrome de Down, que é uma alteração genética que acontece durante a junção do espermatozoide com o óvulo, onde a pessoa acaba desenvolvendo um cromossomo a mais no par 21. Dados da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social indicam que existem no Brasil mais de 300 mil pessoas com a síndrome, o que corresponde uma para cada 660 nascimentos.

Segundo a neurologista, Dra. Ana Luísa Brasil Dozza, a síndrome não tem como ser evitada: “É possível fazer um diagnóstico precoce ainda no útero da mãe e também outros exames, como ultrassom, que podem ser sugestivos ao mostrar algumas características da síndrome”.

Na maioria dos casos a Síndrome de Down está relacionada a dois fatores: o primeiro a idade avançada da mãe, “principalmente entre os 35 e 40 anos, e quando a mulher chega aos 45 anos, as chances de ter uma criança com a síndrome pode ser de uma para cada 15 nascidos”, destaca a neurologista, que lembra que outros 5% pode ser em função de uma alteração genética do pai ou da mãe, presente em qualquer idade.down

Além de alterações físicas, como olhos mais puxados; prega no canto dos olhos; altura, mãos e pés menores; e tendência a obesidade, a criança com a síndrome também pode apresentar problemas de saúde: “Alguns são mais frequentes, como os cardiovasculares, que atingem até 40% das crianças”, salienta a Dra. Ana.

Apesar de ser uma síndrome que afeta o desenvolvimento da criança, a neurologista lembra que é possível que ela tenha uma vida normal, e a melhor maneira para que isso ocorra é através da inclusão, principalmente no convívio com outras crianças: “A maior preocupação dos pais é com a adaptação do espaço que ultrapassa o vínculo familiar e a escola é fundamental para esse desenvolvimento”.

Segundo a Dra. Ana Luísa, o preconceito vem diminuindo, principalmente através de politicas de inclusão: “as pessoas estão mais conscientes de que não é uma doença, que é uma síndrome,  que a pessoa tem que ter uma vida normal e que tem que ser tratada com muita dignidade e respeito como qualquer outra crianças”.