Saúde do professor: identificando e combatendo o estresse

Hoje todos sabem como o mundo corre e acaba faltando tempo e sobrando planos, além da maior exigência em todas as atividades. Praticamente todas as profissões sofrem essa pressão, mas em especial os trabalhadores da área da saúde e os professores.

Em estudo realizado por Codo em 1999 foi mostrado que 27% dos professores apresentavam exaustão emocional e em estudo realizado em Duque de Caxias – RJ cerca de 84% dos professores municipais e estaduais apresentavam exaustão. Isso faz também com que haja uma baixa satisfação profissional e pode gerar Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional, que é uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Os principais sintomas são a exaustão emocional, despersonalização e baixa probelmascoordirecaorealização pessoal. Tem origem pela falta de autocontrole, recompensas insuficientes, sobrecarga de trabalho e injustiças. Estes fatores associados ainda aos alunos com cada vez menos respeito, algumas vezes com o TDAH (já comentado em outro artigo) e a tal da aprovação automática (que até hoje não acredito nisso!) podem piorar os sintomas e levar até mesmo a depressão.

A depressão é um humor persistentemente rebaixado com tristeza, angústia, sensação de vazio, diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas. Além disso, pode ocorrer desânimo na maioria dos dias, perda do apetite/diminuição do peso ou ganho de peso, distúrbios do sono, fadiga constante, sentimento de culpa frequente, dificuldade de concentração e ideias recorrentes de suicídio ou morte. Na sua origem encontram-se fatores genéticos, distúrbios neuroendócrinos e acontecimentos da vida.

Outra dificuldade enfrentada pelos professores é a ansiedade, que é um “medo exacerbado”, e tem alguns tipos conhecidos como o transtorno do pânico, fobias específicas e ansiedade generalizada.

E como combater tudo isso? Podem ser promovidas atitudes na escola como prover tempo aos professores para que eles conversem e colaborem entre si, fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho, envolver-los nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola, Discutir os problemas com colegas de trabalho, prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares, técnicas de motivação, proporcionar cursos e workshops, acompanhamento psicológico regular, terapias em grupo, segurança no trabalho, técnicas de relaxamento – exercícios respiratórios. Em casa também podem ser tomadas algumas atitudes como dieta balanceada, exercícios regulares, reforço positivo, estabelecer objetivos realistas, manter vida social fora do ambiente de trabalho.

Mas não podemos desanimar! E como diz Mario Quintana: “quantas vezes a gente, em busca da ventura, procede tal e qual o avozinho infeliz: em vão, por toda a parte, os óculos procura, tendo-os na ponta do nariz!”

Dr. Diego Cassol Dozza