OUTRAS VACINAS PARA O IDOSO ALÉM DA VACINA CONTRA GRIPE

Quando se fala em vacinação no idoso, a primeira (e muitas vezes única) que vem à cabeça das pessoas é a vacina contra a gripe, feita anualmente antes do inverno. Porém, existem outras vacinas que são de extrema importância para a prevenção de doenças potencialmente graves aos idosos.

Aqui citarei vacinas que são indicadas para os idosos, devendo ser prescritas pelos profissionais que prestam assistência médica aos pacientes longevos, conforme cada caso.

  1. VACINA CONTRA A GRIPE (INFLUENZA)

A vacina contra a gripe deve ser feita anualmente pois todo o ano ela é feita diferente, para proteger o indivíduo contra os vírus que causam gripe, que se modificam periodicamente.

Apesar de ser altamente eficaz, frequentemente é mal falada por indivíduos que alegam que após a realização dela ficaram gripadas ou passaram mal. Isto é um mito, uma informação errônea. Temos que aqui dizer que gripe é diferente de resfriado comum, para o qual a vacina não tem eficácia. Gripe é uma doença grave que tem como sintomas febre alta, dores fortes pelo corpo, tosse produtiva com expectoração amarelada, dor no meio do peito ao respirar e tossir, mal estar geral, que dura cerca de sete dias e que pode levar a  complicações como pneumonia e morte. Diferente disto é o resfriado comum, caracterizado por dor leve de garganta, espirros, coceira do nariz, febre baixa e leve indisposição que dura alguns dias. Assim como é diferente de processos alérgicos das vias aéreas superiores e outras infecções.

Há estudos que informam que a proteção para a vacina é em torno de 70 a 75%, o que a torna altamente eficaz e importante em prevenir uma doença grave.

Quanto as reações que podem gerar após a vacina, é relatado  alguns sintomas de dores pelo corpo, febre baixa, que podem iniciar 6h após a vacinação e que diminuem no  máximo em 48 horas, o que não significa gripe, mas apenas uma reação do indivíduo a formar as defesas contra a doença. Também pode dar vermelhidão no local da aplicação. Raramente podem dar reações mais graves.

 

  1. VACINA ANTI PNEUMOCÓCICA

As vacinas antipneumocócicas previnem doenças como pneumonias, sinusites, otites, meningites e septicemias.

Existem duas vacinas, a pneumocócica 23 valente e a pneumocócica 13-valente, devendo as duas serem feitas nos idosos, sendo a primeira a 13-valente, seguida da 23 valente, após um ano da administração da primeira.

Apesar de serem pouco difundidas no meio, são de extrema importância, pois previnem doenças extremamente comuns e potencialmente fatais nos idosos.

São indicadas para todos os indivíduos com idade maior que 60 anos, especialmente aqueles que moram em instituições de longa permanência (asilos), portadores de infecções recorrentes ou de doenças crônicas (como diabete, doença renal, enfisema, asma, entre outras).

A 13 valente é realizada somente uma vez e a 23 pode ter dose de reforço 5 anos após a primeira dose, caso tenha sido feito antes dos 65 anos de idade.

Têm como efeitos colaterais mais comuns dor no local da injeção intramuscular e vermelhidão, sendo transitórios.

 

  1. VACINA CONTRA A HERPES ZOSTER

Herpes Zoster (vulgarmente conhecido como “cobreiro”) é uma doença frequente (porém pouco falada) na população geriátrica. Ela se caracteriza pelo aparecimento, em um lado do corpo, de lesões vermelhas altamente dolorosas, que duram cerca de 7-14 dias. O grande problema é que muitas pessoas permanecem com dor por muitos meses ou anos após o desaparecimento das lesões, pelo  comprometimento do vírus nos nervos que ficam por baixo da pele (neuralgia pós herpética), gerando grave sofrimento físico e psíquico nos indivíduos. Quando afeta os olhos, pode levar a cegueira.

A vacina é indicada para indivíduos com idade superior a 60 anos, uma vez na vida, com uma injeção subcutânea.

Os efeitos colaterais mais comuns é vermelhidão, dor  e coceira no local da aplicação.

 

  1. VACINA CONTRA O TÉTANO:

O tétano é uma doença muito grave, com risco de morte, que pode afetar pessoas de qualquer idade.

O tétano é adquirido após a contaminação, através de feridas da pele, por esporos da bactéria causadora do tétano. Estes esporos são encontrados no solo, em plantas, em materiais contaminados, e não apenas em pregos enferrujados, como muitas pessoas acreditam. Muitas vezes, um pequeno acidente no jardim pode gerar esta doença, que gera grandes danos à saúde do indivíduo, independente da idade.

A vacina deve ser feita com 3 doses intramusculares com intervalo de 4 semanas após a primeira e 6 meses após a segunda, com doses de reforços a cada 10 anos.

Junto com a vacinação contra o tétano, também se previne a difteria, uma doença que pode gerar infecções na garganta ou de pele.