Entenda como a privação de sono pode atrapalhar na tomada de decisões

Nada melhor do que dormir direitinho para evitar fazer bobagens no dia seguinte. Basicamente, é essa a conclusão de uma pesquisa feita pela Washington State University e publicada na última edição da revista científica Sleep. Os estudiosos chegaram à conclusão de que noites mal dormidas em sequência podem afetar a tomada de decisões.

Desenvolvido durante seis dias, o estudo analisou como 26 pessoas com idades entre 22 e 40 anos reagiam a testes propostos pelos estudiosos. O resultado mostrou que as pessoas que tiveram o sono privado tiveram dificuldade em entender a natureza dos testes e muita dificuldade em ter bom desempenho quando as regras eram mudadas.

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Foto: Reprodução / Inmagine Free

– Durante o sono, o cérebro se recicla, se reseta, em uma linguagem para leigos. Uma série de hormônios são produzidos, nossa memória é ativada e ajuda a fixar coisas que aprendemos durante o dia. Além de tudo isso, a privação de ajuda prejudica porque causa cansaço. A sonolência causa desatenção e prejudica o rendimento – avalia o neurologista Geraldo Rizzo, membro da Associação Brasileira do Sono.

Rizzo indica que, em média, uma boa noite de sono para adultos tem entre sete e oito horas – mas há pessoas que necessitam um pouco menos (os chamados dormidores curtos) e outros que precisam de um pouco mais (os dormidores longos). Mas, seja para quem for, uma noite bem dormida, sem interrupções, é essencial para que o dia seguinte seja bom.

– Há duas gerações, nós dormíamos pelo menos duas horas a mais. Como vivemos em uma sociedade que não para nunca, acabamos privando as pessoas de sono – diz o médico.

Equipamentos eletrônicos são causa de insônia

Atualmente, o médico diz que a maior causa de problemas no sono são os aparelhos eletrônicos. Desde a TV aos smartphones, as telas dificultam o adormecimento e pioram a qualidade da noite. Um estudo realizado com 10 mil jovens noruegueses mostrou que adolescentes “viciados” nesses aparelhos demoram mais de uma hora para pegar no sono.

Porém, Rizzo vê a situação melhorando. Segundo ele, a conscientização quanto à qualidade do sono vem melhorando:

– Trabalho com isso há muito tempo e vejo as pessoas mais preocupadas com isso, me parecem mais conscientes. É preciso entender que é melhor dormir mais e fazer as coisas de uma melhor forma do que dormir pouco e estar sujeito a erros importantes.

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