Dia Nacional do Parkinsoniano

O próximo dia 4 será lembrado como o Dia Nacional do Parkinsoniano, que é uma doença progressiva e degenerativa, que acaba atingindo o sistema nervoso central principalmente nas pessoas da terceira idade, afetando a movimentação muscular do indivíduo.

“A média de início da doença é em torno dos 60 anos, mas em 5 a 10% dos casos podem começar antes dos 50 anos (chamada de início precoce) ou mais raramente antes dos 20 anos (juvenil). Os homens são afetados mais frequentemente que as mulheres,” explica o neurocirurgião Dr. Diego Cassol Dozza.

Segundo o neurocirurgião, o Parkinson ocorre principalmente em função da morte ou perda de função dos neurônios da substância negra (localizada no tronco cerebral). Estes neurônios produzem a dopamina que é o neurotransmissor responsável pelo movimento mais delicado e com propósito: “Essa dopamina acaba sendo responsável por esse núcleo que ajuda no controle dos movimentos, por isso que, quando ocorre essa diminuição, as pessoas acabam tremendo”, salienta o Dr. Dozza.parkinson1

O Mal de Parkinson pode se apresentar de quatro maneiras: tremor (geralmente inicia por uma das mãos e desaparece durante o sono ou com o movimento intencional); rigidez (os músculos permanecem com contratura constante e a pessoa sente-se enrijecida); bradiscinesia (os movimentos tornam-se lentos e a mímica fica sem expressão); e instabilidade postural (ocorre perda do equilíbrio e quedas podem ocorrer). O Dr. Dozza lembra que não existe um causa definida para o Parkinson: “A origem a gente chama de idiopática, quando não tem um mecanismo único definido. O que existe é uma alteração genética, que acontece geralmente com membros da família”.

A Organização Mundial da Saúde estima que 1% da população acima dos 65 anos possua a doença. No Brasil estima-se que 400 mil pessoas sofram de Parkinson que, infelizmente, ainda não tem cura: “Por ser uma doença degenerativa, os efeitos dela variam de pessoa para pessoa, o que temos é a forma de controlar, deixar mais lenta a progressão dela, mas infelizmente vai evoluindo com o tempo”, explica o neurocirurgião.

A principal orientação dos médicos para quem sofre de Parkinson é tentar retardar os efeitos da doença, como já citou o neurocirurgião Dr. Dozza e que complementa: “Fazer fisioterapia para manter a musculatura ativa é uma das maneiras de reduzir os efeitos da doença. Além disso, indicamos a fonoaudiologia, já que muitos pacientes apresentam problemas para engolir”.