Alzheimer, a doença que apaga a memória

É normal, no dia-a-dia, as pessoas esquecerem a senha do banco, onde deixou a chave, qual produto comprar no mercado, situações que não interferem na vida dos cidadãos. Mas, a partir do momento em que isso começa a se tornar uma rotina, é preciso estar atento, por que ela pode estar sofrendo de Mal de Alzheimer.

“A doença afeta principalmente uma parte do cérebro relacionado com a memória recente, o paciente começa esquecendo coisas mais recentes, que aconteceram nos últimos dias, sem comprometer a memória antiga”, explica o geriatra, Dr. Daniel Marcolin. Seria como se fosse um HD de computador, que “apaga” os acontecimentos mais recentes.

Com o passar dos meses e anos, a doença começa a comprometer outras funções, como dificuldade em reconhecer pessoas, identificar objetos, começa a ter dificuldades em caminhar, fazer raciocínios simples e, no estágio mais grave da doença, a pessoas não consegue mais engolir alimentos e líquidos, terminando a vida praticamente deitado.mal-de-alzheimer-2

O Alzheimer começa a afetar os idosos entre 60 e 70 anos, “sendo mais grave quando atingi a pessoa mais nova do que naquele idoso que tiver a doença aos 85 anos”, lembrando que o Alzheimer possui diferentes estágios: “a leve é a etapa em que a pessoa não lembra o que aconteceu há uma semana; a moderada quando se tem um comprometimento maior da memória e não consegue fazer certas ações sozinhas, como ir ao mercado; e a mais grave, que é o terminal, quando se tem o comprometimento total das funções cerebrais e motoras”, explica o Dr. Marcolin.

Apesar de todos os avanços na medicina, a doença de Alzheimer ainda não tem cura: “o que nós podemos fazer é retardar a progressão da doença, através de remédios que irão inibir alguns efeitos, que poderiam chegar mais cedo caso o paciente não fosse medicado. A ideia é fazer com que essa pessoa possa manter as atividades básicas no decorrer da doença”, explica o geriatra, que faz um alerta: “é preciso estar atento ao histórico familiar, já que o Alzheimer tem influencia genética”.

A melhor maneira para conviver com a doença é tentar e retardar o seu avanço é manter a funcionalidade, através de exercícios físicos, atividades de jogos que ajudam na memória, estimular a leitura, sempre com a supervisão de uma pessoa. “A gente lembra que essas atividades devem ocorrer enquanto o paciente tem capacidade de executá-las, já que nas fases finais, ele acaba tendo uma vida vegetativa”, salienta o Dr. Marcolin.