Alterações da Memória

As queixas de perda de memória tem aumentado progressivamente nos consultórios médicos. Uma das causas seria o aumento da expectativa de vida da população. Em 1991, 4,8% da população tinha 65 anos ou mais no Brasil, sendo que esta taxa subiu para 8,1% em 2010 nas regiões Sudeste e Sul em nosso país. Sabe-se que uma boa memória depende de vários fatores entre eles: atenção, concentração, interesse, motivação e necessidade, além do estado emocional do indivíduo. Outro fator importante é a idade, o envelhecimento normal leva geralmente a uma lentificação da memória, uma maior vulnerabilidade a distrações e a dificuldade de manter uma sequência de pensamentos. Acrescenta-se a isto um maior uso de tranquilizantes e medicações para insônia em pacientes idosos, o que também prejudica a memória. Fatores como preocupações, noites mal dormidas, ansiedade e depressão também comprometem o raciocínio. memoriaAlgumas doenças podem acarretar danos a memória como: AVC, doença de Parkinson, traumatismo craniano, alcoolismo, problemas de tireoide e, em casos mais graves, doença de Alzheimer.
No combate aos esquecimentos valem algumas dicas, tais como: preste atenção no que você está fazendo, faça uma coisa de cada vez e repita quantas vezes for necessário para lembrar, tente associar informações a imagens mentais vividas, é mais fácil decorar se atribuir um significado às informações, use mnemônicas tais como músicas ou rimas, mantenha hábitos regulares de sono e não pule refeições, tenha sempre consigo um bloco, diário ou calendário para anotar o que for necessário lembrar, pratique exercício físico regularmente, tenha uma boa alimentação, tenha o hábito da leitura, faça palavras cruzadas, soletre palavras de trás para frente, faça cursos de desenho, pintura, teatro, trabalhos manuais e dança e, principalmente, busque sempre a felicidade em tudo que você faz. Isto nos fará envelhecer com saúde.

*Dr. Diego Cassol Dozza