A difícil escolha da profissão.

Iniciou no último fim de semana e se estende durante os próximos dias um dos maiores desafios de muitos jovens, o vestibular. Momento em que muitos deles ainda não sabem qual a profissão deseja seguir. Dúvidas que muitas vezes acabam se transformando em decepção. Para tentar escapar dessas dúvidas, existe meios para auxiliar as pessoas na hora de escolher qual o curso seguir, um deles é através da orientação profissional.

“Antigamente a gente falava em orientação vocacional. Mas nós entendemos por vocação a algo que nasce com a pessoa, uma habilidade, como a de falar em publico ou organizar determinadas tabelas. Hoje nós buscamos trabalhar com a orientação profissional, por que eu posso ter uma vocação, mas de repente, não vou atuar nessa área”, explica a psicóloga clínica Mariana Machado.mariana

Segundo a psicóloga, a escolha profissional começa a se desenhar quando os jovens estão no ensino médio, o que muitas vezes acaba sendo uma escolha tardia. Para ela seria importante que esse interesse começasse mais sedo: “O ideal é que esse trabalho seja desenvolvido no fim do ensino fundamental, conhecendo os cursos, conversando em casa, buscando profissionais na área de seu interesse”.

Uma maneira de buscar o perfil profissional através da orientação profissional, onde o jovem realiza testes e entrevistas com psicólogos, na tentativa de apontar qual profissão se encaixa no perfil da pessoa. A psicóloga Mariana explica que são realizadas diversas atividades para apontar qual área o vestibulando mais se encaixa: “A gente costuma fazer uma entrevista com o jovem, apresentamos a gama de profissões, conversa sobre suas habilidades, o que ele gosta, e a partir disso analisar as habilidades e tentar apontar qual caminho seguir”, mas a psicóloga lembra: “o teste vai dizer se você tem aptidão para uma ou outra área, ele é bom para mostrar, mas não para definir o que fazer”.

Outra maneira de amenizar a angustia do jovem é a conversa em casa, com os pais. A principal dúvida é quanto os responsáveis podem interferir nessa escolha. “O principal papel dos pais é mostrar aos filhos os caminhos que podem ser seguidos, descobrir o que eles desejam para o futuro, mas não interferir na escolha”, lembra à psicóloga, que ressalta; “Eu digo que a escolha profissional ela é um caminho, têm adolescentes que estão no começo desse caminho e têm adolescentes que já o percorreram. Se o jovem está mais imaturo ele precisa que o pai inicie essa conversa”.

Mas e quando a escolha acaba sendo errada, o que fazer? Segundo pesquisas, 40% dos estudantes que ingressam na faculdade se arrependem da escolha. Para Mariana, sempre existe o caminho da volta, mas é preciso que haja um tempo para ter certeza de que aquela profissão não é o que se deseja: “Comecei a fazer uma faculdade e percebi que não era aquilo que eu desejava. Não desista de imediato, espera passar um ou dois semestres, veja quais são as atividades para depois, com calma, tomar a decisão de tentar outro curso”.